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Abril/2002
REVISTA JÓIA & CIA
FISGUE O CLIENTE
PELO FARO
Aprender a sofisticar
as estratégias de venda é mais que uma necessidade. Tornou-se uma questão
de sobrevivência. Para encantar e seduzir o cliente vale tudo, até apelar
para o cheiro. Isso mesmo: através do uso de algumas fragrâncias é possível
atrair e reter os clientes por mais tempo em sua loja, e ainda associar
um determinado aroma à marca da empresa.
A história do uso
do aroma não é nova. Há muito tempo ele é usado como arma de sedução,
terapia, e como forma de deixar o ambiente mais agradável. Esse último
ponto ajudou a desenvolver essa sensação em uma poderosa ferramenta
de marketing, trabalhando o olfato como forma de diferenciação dos pontos
de venda.
Para ter uma idéia
do grau de sofisticação dessa técnica, na França há bancos que chegam
a emitir cheques aromatizados a seus clientes, postos de gasolina que
aromatizam o combustível e butiques que usam essências como forma de
incentivar as vendas. Há empresas que forma além, promovendo pesquisas
para desenvolver aromas únicos, criados especialmente para caracterizar
sua marca. É o caso da Samsung da Coréia, que desenvolveu, junto com
a Biomist Coréia, empresa especializada em aromas, um aroma personalizado
para a empresa.
No Brasil, algumas
empresas já utilizam o "marketing do aroma". A rede Romanel, por exemplo,
usa em suas cinco lojas a fragrância Cold Water, da Biomist, que há
dois anos atua no Brasil. De acordo com Yong Sup Yoon, diretor da Biomist
Aromasys, através da memória olfativa, a a marca da empresa é gravada
pelo cliente. O sentido olfativo, quando pescado por um aroma, ativa
o sistema límbico, presente no cérebro, que responde por nossas emoções,
impulsos instintivos, memória, criatividade e intuição. Um sentimento
de nostalgia também pode vir à tona. Esse processo, além de involuntário,
acaba por provocar uma sensação prazerosa ao cliente. "Dessa forma,
ao inspirar a marca da sua empresa, ele associa qualidade a ela", afirma
Yoon.
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