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Setembro/2004
REVISTA
ISTO É - MEDICINA & BEM ESTAR
Terapia
Complementar - Pare e inspire...
Empresas e até escolas usam cheiros para melhorar o bem-estar de
clientes e funcionários
Por Juliane
Zaché
Perfumar a casa com óleos essenciais - extraídos de plantas - tornou-se
hábito comum. Lavanda traz alegria e capim-limão relaxa. Conhecido como
aromaterapia, o método usa os cheiros para melhorar o bem-estar. Agora,
ele está saindo dos lares para entrar nos espaços de trabalho.
Consultórios, lojas e empresas são alguns dos locais que começaram a
aromatizar os ambientes. Os objetivos vão desde estimular a
concentração até aumentar a produtividade do funcionário.
Aplicada em locais como esses, a técnica ganha o nome de aromacologia
(aromatização dos ambientes). Ela usa a combinação de cheiros,
propagados na maioria das vezes por difusores elétricos. Podem ser
usadas essências puras e sintéticas (criadas em laboratório). A mistura
de óleos dependerá do objetivo que se quer alcançar. "É importante
traçar o perfil do cliente e do funcionário para fazer a composição
adequada", explica a aromaterapeuta Karina Araújo, proprietária da
Originallis, no Rio de Janeiro, fabricante de essências.
No consultório da nutricionista Bia Rique, do Rio, a meta dos clientes
é perder peso. Por isso, há quatro meses ela apelou à aromacologia para
auxiliá-los nesse objetivo. A mistura escolhida inclui capim-limão
(para diminuir a ansiedade) e menta (ajuda na digestão). O investimento
está dando resultados. "As clientes relatam que se sentem mais
tranquilas quando chegam aqui", conta Bia.
Os consumidores também estão tirando proveito da aromacologia. Quem
frequenta a loja Mixed, no Rio, por exemplo, é surpreendido por um
aroma de gerânio, tangerina e lavanda. A miscelânea estimula a
feminilidade e traz alegria e bom humor. "Queremos que o cliente se
sinta tão bem na loja quanto se estivesse em sua casa", afirma
Christianne Magalhães, supervisora das lojas da rede no Rio. Outra que
apostou na idéia foi a também carioca Cribb, especializada em roupa de
ginástica. Há oito meses, a clientela sente o cheirinho dos óleos
ylang-ylang, lavanda e gerânio que despertam a sensualidade, o bom
humor e a tranquilidade.
Na Escola Ninho da Criança, no Rio, a aromacologia é usada para
aumentar a atenção e a concentração das crianças. Patchouli, laranja e
capim-limão são alguns dos cheiros, borrifados duas vezes aos dia.
"Queremos desenvolver todos os sentidos da criança. Os móveis são
feitos de madeira para sensibilizar o tato. E o aroma estimula a
capacidade olfativa", explica Rona Hanning, diretora pedagógica da
escola.
Nas empresas, além de estimular o empregado, os cheirinhos podem ser
adotados para um fim específico. Durante o treinamento de equipes, por
exemplo, pode-se aspergir aromas para aflorar as sensações. "Usamos
óleos essenciais para despertar a criatividade", conta a aromaterapeuta
Silvia de Castro, de São Paulo. Na Pretty Spa, especializada na
fabricação de banheiras para spas, desde fevereiro a área
administrativa da empresa é aromatizada com essências cítricas para
aumentar a disposição. "No início achava que os aromas funcionariam
apenas como um perfume. Mas percebi que melhorou o pique do grupo para
trabalhar", afirma Adelino de Oliveira Neto, proprietário da companhia.
Pensando no bem-estar de seus clientes, o escritório Design Place, em
São Paulo, também aderiu ao método. A empresa inclui a aromatização nos
seus projetos de arquitetura. "As essências fazem parte da composição
dos ambientes e são escolhidas de acordo com o desejo de cada um",
explica o arquiteto Lionel Sasson. Um exemplo é uma sala de descanso
pós-sauna que ele está criando. O espaço contará com um piso aquecido
do qual sairão aromas para relaxamento.
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