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Setembro/2002
REVISTA LOJISTA
Lojas
perfumadas, nova estratégia para incrementar as vendas.
Primeiro
era o tato. Com um aperto de mão, um abraço, o comerciante fazia a
recepção dos fregueses que entravam nas lojas no início do século
passado. E estava criado um clima amistoso entre o comerciante e seus
clientes.
Depois, com
o crescimento da concorrência, novas formas começaram a ser tentadas
para atrair a freguesia que crescia como as tabuletas penduradas nas
portas dos estabelecimentos comerciais.
Mais tarde,
as vitrines que deram início a uma das principais formas de marketing.
Depois, com o advento do rádio, a audição passou a ser explorada como
forma de atrair clientes.
Com o
passar do tempo, as empresas de produtos comestíveis e de bebidas
resolveram não mais esperar pela boa vontade do freguês para decidir
comprar determinado produto e investiram pesado numa estratégia mais
agressiva. Nos supermercados, demonstradoras oferecem amostras das
novas mercadorias aos clientes em potencial, que, assim, degustam os
produtos e, atraídos pelo sabor, gral mente compram, se não naquele
momento, numa outra ocasião, pois já o conhecem e não correm riscos de
surpresas desagradáveis.
Agora, a
atração dos clientes está sendo feita por um outro órgão dos sentidos
até então meio esquecido: o olfato.
Desse modo,
é cada vez maior o número de empresas que está investindo em
fragrâncias aromatizadas para não só tornar o ambiente de trabalho mais
agradável, como também distingui-las das demais do mesmo ramo através
do aroma que, assim como o logotipo, passa também a ser uma marca
característica da empresa. A estratégia vem dando tão certo que já há
até firmas especializadas no desenvolvimento de fragrâncias para
ambientes, como a Biomist Aromasys.
O processo
consiste em aparelhos que borrifam, de tempos em tempos, determinada
fragrância no ambiente. No caso do banco, a composição escolhida é
formada por três tipos de aromas que dão aos funcionários e clientes a
sensação de tranqüilidade, ideal para um ambiente de trabalho onde a
tensão é uma das principais características.
Desse modo,
o marketing olfativo vem seduzindo cada vez mais o comércio varejista,
pois funciona como um reforço para a marca, ajudando as vendas. De
acordo com o presidente da Point of Purchase Advertising International
(Popai), Ricardo Migliano, a estratégia pode ajudar a elevar a venda do
comercio em até 20%.
Um dos
precursores da estratégia, o Shopping West Plaza, que implantou a
aromatização em seus corredores há cerca de três anos, resolveu
incrementar o sistema e negociou com a Biomist a instalação de
aparelhos no "family room", onde estão localizados o fraldário e a área
de entretenimento para crianças com o apoio de monitores. Para este
ambiente foi escolhida fragrância que remete ao cheiro de talco de
bebê. "Com a concorrência cada vez mais acirrada do varejo, atrair os
consumidores através de estímulos é uma alternativa bastante
interessante", afirma Marco Antônio Charro, superintendente do
shopping.
O aparelho
que emite o aroma funciona com pilhas e tem capacidade para aromatizar
um ambiente de 50 metros quadrados. O refil em média chega a um mês. A
Biomist aluga os aparelhos para clientes de São Paulo, mas o serviço
deverá ser expandido em breve para outras cidades. A empresa oferece 28
tipos diferentes de fragrâncias, com aromas de flores, frutas e versões
de perfumes já consagrados.
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