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Breve
história das fragrâncias
Perfume vem do latim "Perfumum": aquilo que se dissipa através da fumaça.
O emprego das fragrâncias
começou nas antigas civilizações. Há milhões de anos atrás, quando o
homem descobriu o fogo, percebeu que ao queimar determinados arbustos
e resinas, exalavam um intenso cheiro.
Fazia assim oferenda
aos deuses. Raízes, caules, folhas, flores e frutos são usados há muitos
milênios pela humanidade, para fins religiosos e medicinais.
As primeiras referências
históricas importantes provêm do Oriente, especialmente do Egito, marcado
pelas oferendas em recipientes, muitas vezes com detalhes em ouro que
seguiam juntos para os túmulos dos grandes faraós.
- Na Tumba de Tutancâmon
- o faraó que viveu a 18º dinastia, foram encontrados óleos aromáticos
de cedro, mirra e zimbro.
- Os gregos adquiriram
conhecimentos dos egípcios e o transmitiram aos romanos, que a partir
de 45 a.C. adotaram o uso dos óleos essenciais para rituais religiosos
e funerários, perfumando não somente o corpo, mas também a mobília
da casa.
- Na Idade Média,
a busca pela pedra filosofal, levou os alquimistas a realizarem inúmeras
experiências, que contribuíram no desenvolvimento de processos fundamentais
para a indústria da perfumaria.
- No século XIX
o perfume ganhou status de quase-remédio, sendo usado para tratar
depressão e enfermidades nervosas.
- Em 1949, grandes
indústrias da perfumaria fundaram o The Fragrance Research Foundation.
Em 1982, criaram um fundo de investigação que reúne recursos globais
para o desenvolvimento de estudos referentes ao sentido do olfato,
passando a se chamar Smell & Taste Treatment and Research Foundation.
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O
Olfato
O sentido do olfato é um dos principais sentidos de todos os organismos
vivos; ele auxilia diretamente na complexidade de reações de sobrevivência;
ajuda a identificar desde coisas ruins até as boas coisas. Uma maçã
vermelha, por exemplo, pode parecer boa, mas o seu cheiro poderá sinalizar
que está estragada.
Tanto para o homem
primitivo, tanto quanto para muitos animais, um faro apurado fazia a
diferença - fosse para detectar a proximidade de um predador, fosse
para avaliar se um alimento era venenoso. No curso da civilização, entretanto,
o homem focou quase todas as suas atenções na comunicação por estímulos
visuais e auditivos. A dependência do nariz foi reduzida e o conhecimento
do olfato caminhou a passos mais lentos: para se ter uma idéia, só em
1991 os biofísicos americanos Richard Axel e Linda Buck, da Universidade
Colúmbia, identificaram os receptores responsáveis pela captação de
odores no nariz humano.
Apesar de parecer
a nossa sensação menos desenvolvida, podemos sentir 10 mil cheiros diferentes,
ao passo que o paladar, considerado muito mais desenvolvido que o olfato
pode avaliar somente quatro gostos diferentes: doce, salgado, azedo,
amargo, e são estes os quatro tipos de gostos primários que sentimos.
Como
as fragrâncias podem despertar bem-estar, apetite, etc.
O nariz é como uma caverna onde ficam as membranas olfativas, que captam
os cheiros.
Logo acima das membranas
estão os nervos olfativos, que mandam as informações sobre os cheiros
para o bulbo olfativo que conta o que sentiu para o cérebro. Se você
sente um cheiro bom de comida, possivelmente fique com água na boca.
A saliva, que seu cérebro manda produzir, ocorre porque o cérebro entende
que você vai comer logo. Na verdade, sentindo o cheiro de uma comida
que você goste você já consegue até lembrar do gosto dela.
A área cerebral
responsável pelo olfato, o sistema límbico (responsável pelas nossas
emoções), causa reações inconscientes de ordem fisiológica e psicológica.
Alias, muito do que geralmente chamamos de paladar é realmente olfato.
Os odores do mundo
têm muito a nos dizer. Inconscientemente, cheiros podem despertar emoções
ou ressuscitar lembranças.
Por exemplo, se
cheiramos o óleo de lemongrass, por exemplo, o hipotálamo enviará uma
mensagem à hipófese para diminuir o nível de ACTH na corrente sanguínea.
O ACTH (hormônio adrenocorticotrofina) é o hormônio responsável pelo
stress do corpo. Isso acontece porque o óleo essencial de lemongrass
tem compostos aldeídicos (citral, citronelal) que são por natureza calmantes.
A conseqüência é
que começamos a nos relaxar. O próprio ato de relaxar não só diminui
o stress como também nos faz sentir bem.
Em suma: Se a pessoa
aromatiza o quarto com alfazema e dorme melhor, não é porque essa pessoa
é influenciável. Isso acontece porque esse óleo essencial é neurossedativo
e provoca alterações bioquímicas no corpo. .
Experiências
com olfato
Pesquisas demonstram que o comportamento das pessoas em relação aos
produtos aromatizados é mais favorável do que aqueles relativos aos
produtos sem fragrância.
Em suas experiências
com o uso de fragrância no ponto de venda, a Smell & Taste, em Chicago,
conseguiu aumentar em mais de 50% o volume de apostas feitas em Cassinos,
em 25% as vendas de sapatos e em 12% o consumo de soda-limonada em cadeias
norte-americanas de fast-food. Outra experiência comparando o efeito
da ambientação olfativa com a musical mostrou que, enquanto a música
pode incrementar em 4% as vendas, os cheiros podem aumentar em 18%.
No Cassino do Hotel
Hilton, de Las Vegas, por exemplo, a equipe do Smell Institut observou
o volume de dinheiro apostado em três áreas diferentes, durante três
fins de semana e constatou que, com a introdução da fragrância certa, usando
estimulante de confiança, as apostas cresceram 45,1 %, e aumentando
a intensidade da fragrância, 53%.
Em outro experimento,
os mesmos modelos de calçados Nike foram colocados em duas salas com
a mesma ambientação, uma, porém, coma fragrância floral mista e outra neutra.
Nada menos que 84% das pessoas disseram ter gostado mais dos calçados
da sala perfumada. Os estudos mostraram que os cheiros de baunilha e
lavanda são eficientes contra insônia e o cheiro de maçã verde, contra
enxaqueca.
Quando o cheiro de
pão quente é disperso num supermercado, as vendas de sua padaria triplicam.
Administradores de cinemas e teatros aspergem, nos saguões, aroma de
pipoca para estimular os espectadores à compra. O cheiro de bolo de
chocolate lançado no ar, em frente à confeitaria, induz as pessoas a
salivar e a comprá-los. O cheiro do carro novo é uma excitante tentação
para a maioria dos consumidores e um forte fator de indução para a sua
compra.
Numerosas publicações
relativas ao assunto, do doutor Anthony Synnott, se uniram às experiências
realizadas no Japão e foram destinadas a aumentar a eficiência e bem
estar dos empregados com ajuda de uma estimulação olfativa. Fragrâncias cítricas,
supostamente dinamizantes, seriam dispersas pelos tubos de ventilação
no início do dia e imediatamente após o almoço. Ao término da manhã
e mesmo durante a tarde, os odores cítricos seriam substituídos por
misturas de fragrâncias florais para reavivar a concentração. Ao meio-dia
e ao término da tarde, odores florestais (cipreste, cedro...) seriam,
então, aspergidos, para acabar com a fadiga que, naturalmente ocorre.
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